Podem conservação patrimonial e avanços tecnológicos caminhar de mãos dadas? Sim, mas com cuidado. Quem o avisa é Carlos Marques, conservador-restaurador de formação e funcionário da Parques de Sintra há dez anos. “Na época em que vivemos, temos de conseguir gerir muito bem aquilo que é a questão da salvaguarda patrimonial com o conceder ao visitante as condições necessárias e suficientes para que tenha uma visita agradável e para que queira voltar”, afirma, enquanto aponta para o chão de madeira do Palácio de Monserrate e explica por onde passa a internet, gratuita em todos os monumentos.
Na sua visão, conseguir compatibilizar uma boa intervenção de conservação e restauro com o que é a dotação do edifício de tecnologias actuais, é um desafio diário mas que, nas suas palavras, têm conseguido resolver da melhor maneira
Carlos Marques
Um sonho exótico de um visionário
Parque e Palácio de Monserrate
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Coordenador de Conservação e Restauro
A
história de Monserrate começa em 1540 e, entre vários proprietários, remodelações, ampliações, um rasto de destruição provocada pelo terramoto de
1755 e até mesmo o abandono, foi tudo menos tranquila. Pelo menos até Francis Cook, um rico industrial inglês do século XIX e grande coleccionador de arte, ter ficado fascinado com o local em 1846, adquirindo a propriedade. Dessa paixão nasceu uma obra-prima do Romantismo, o Parque e Palácio de Monserrate, tal como os conhecemos hoje em dia. Tal como o Paço de Queluz, o Parque e Palácio de Monserrate fazem parte da "Rota Europeia de Jardins Históricos", que integra as "Rotas Culturais do Conselho da Europa" desde 2020.